Fala-se muito em soberania, e o governo atual falando bastante sobre esforços e marcos, mas o que é realmente soberania e como é que esses esforços realmente trabalham?
Está o nosso país ativamente removendo-se e evitando acordos internacionais e participação em iniciativas que permitem que nações estrangeiras explorem o povo, o trabalho, os recursos ou o dinheiro do Brasil? Seja diretamente, ou através do permissivo uso de agentes locais mal intencionados?
Provavelmente nós aumentamos o número de vias em que isso pode ser feito nos últimos anos, e ainda mais, nosso governo retroagiu no uso de produtos e serviços de origem e hospedagem estrangeira. As iniciativas de software livre e de produção nacional de tecnologia foram escalonadas para acomodar demandas internacionais, e nosso país depende ainda mais do que nunca de servidores, tecnologias e empresas estrangeiras.
Está o nosso país se reservando a prerrogativa constitucional de não participar indiretamente de atividades que visam objetivos imperialistas, genocidas, opressores e supremacistas?
De uma certa forma, para a mídia, talvez. Mas o Brasil segue fornecendo recursos estratégicos da nossa natureza, e espaço que deveria não ser usado, mas em sendo usado, deveria ser usado localmente para objetivos brasileiros, esses mesmos ativos estão sendo entregues para a manutenção de iniciativas que vão contra o nosso princípio de não adesão a essas atividades geopolíticas.
Está o nosso país corretamente regulando exportação e importação, de forma a beneficiar o povo brasileiro?
Não mais do que esteve em épocas bem antigas, mas está definitivamente se expondo ao risco de entregar "barato demais o que não tem preço".
O povo não deveria simpatizar com a atividade de entregar recursos estratégicos e tecnologia nacional com a desculpa de promover exportações, pela ideia econômica correta mas a prática errada. O bem do povo brasileiro como um todo muitas vezes é contra o bem do exportador, do empresário, do interesse capital. Se o governo está engajado em promover o bem do povo brasileiro, ele deve se lembrar que nem todo o povo é exportador, nem todo o povo é capitalista, nem todo o povo é interesse capital, mas todo o povo brasileiro é o povo brasileiro.
Não deveríamos estar salvando capital privado em detrimento à fazenda nacional para o povo. Se o particular escolheu utilizar seus bens em uma atividade arriscada como a exportação, direcionada à países que claramente não tem o interesse do nosso povo em primeiro lugar, se é que tem em algum lugar, o governo brasileiro não é honesto com sua constituição se direciona sua seguridade não ao bem comum do povo, e ao bem da pessoa como cidadão natural, e ao contrário, salva o negócio que em última instância está beneficiando o interesse que cria o problema em primeiro lugar.
Se vamos falar de soberania, e da nossa constituição, e do nosso povo, não vamos falar em fazer gestos internacionais e favores políticos em troca de aceitação. O Brasil não tem que se curvar à uma forma de se colocar na comunidade internacional sobrepujando sua própria população.
Não adianta nada escrever no prédio da capital sobre a soberania, e sobre o povo, e entregar através de aludida "ajuda ao povo" o dinheiro e os recursos brasileiros ao interesse estrangeiro que não retorna esse valor ao povo brasileiro.
Os capitais privados que escolham melhor o risco que querem assumir, e direcionem seus investimentos para onde quer que pensem ter melhor retorno, mas não que espere tomar suas decisões e depois o governo arcar com o risco que incorrem.
Anotações do Registro